PR1 PTM – A Rocha Delicada (Portimão)
Trilho circular de 7,5 km na Mexilhoeira Grande (Portimão). As salinas e o sapal fervilham de vida - aves, peixes, anfíbios, moluscos... Os fósseis da Quinta da Rocha são outro destaque deste percurso.
PR1 PTM – A Rocha Delicada (Portimão)
Localização
Algarve, concelho de Portimão, freguesia da Mexilhoeira Grande
Acessos (de Carro)
Pela EN 125, na direção de Portimão à Mexilhoeira Grande, virar à esquerda para a estação de comboios
Acessos (de Comboio)
Parar na estação da Mexilhoeira Grande
Ponto de Partida
Tipo de Percurso
Circular
Localização
Algarve, concelho de Portimão, freguesia da Mexilhoeira Grande
Acessos (de Carro)
Pela EN 125, na direção de Portimão à Mexilhoeira Grande, virar à esquerda para a estação de comboios
Acessos (de Comboio)
Parar na estação da Mexilhoeira Grande
Ponto de Partida
Tipo de Percurso
Circular
Grau De Dificuldade
Fácil
Altitude Mínima
0 m (Ria de Alvor)
Altitude Máxima
34 m (Cruzinha)
Disponibilidade De Água
Não
Mercearias Locais
Não
Extensão
7,50 km
Duração
2 h (aprox.)
Subida Acumulada
111 m
Descida Acumulada
115 m
Grau De Dificuldade
Fácil
Altitude Mínima
0 m (Ria de Alvor)
Altitude Máxima
34 m (Cruzinha)
Disponibilidade De Água
Não
Mercearias Locais
Não
Extensão
7,50 km
Duração
2 h (aprox.)
Subida Acumulada
111 m
Descida Acumulada
115 m
Descrição do itinerário

O percurso parte da estação de comboios da Mexilhoeira Grande, seguindo pelo caminho de terra batida junto ao caminho-de-ferro. No cruzamento seguimos em frente, passando junto às casas para depois ter uma vista sobre as salinas e a Ribeira de Odiáxere, à direita.

Sugerimos uma incursão pelo sapal, onde poderá observar algumas aves e desfrutar de uma ampla vista sobre Alvor.

Regressando ao cruzamento anterior, toma-se o caminho à direita que sobe em direção à estação de comboios.  

O que pode ver?

Quinta da Rocha
A área geralmente conhecida como Quinta da Rocha é, na verdade, uma península traçada pela Ribeira de Odiáxere (a poente) e pelo rio Alvor (a nascente), que se juntam e dão origem à ria de Alvor. Na arriba do promontório da Quinta da Rocha, formada por rochas calcárias, podemos ver fósseis e conchas de bivalves com 23-25 milhões de anos (do período Miocénico).

A nível de flora destacam-se algumas espécies de orquídeas, um dos grupos de plantas que mais aficionados reúne.

Estuário, sapal e salinas
A Ria de Alvor é o estuário mais importante do Barlavento algarvio, com cerca de 350 hectares de bancos de areia, vasa e sapal. As ribeiras de Odiáxere, Arão, Farelo e Torre desaguam na ria, formando uma laguna costeira com mais de 2,50 km de comprimento.

No estuário a água doce dos rios encontra-se com a água salgada do mar. Daqui resultam variações de salinidade que, associadas à subida e descida das marés e à presença de nutrientes, permitem normalmente uma grande biodiversidade.

Em zonas mais protegidas do estuário, onde a água não é muito agitada, surgem os sapais. São considerados dos habitats mais produtivos do planeta, por acumularem nutrientes de toda a bacia hidrográfica dos rios e ainda nutrientes trazidos pelas marés. As plantas dos sapais estão adaptadas à um meio com elevado nível de sal e algumas absorvem e fixam metais pesados, muito tóxicos para outras espécies. Algumas espécies são, portanto, capazes de purificar as águas poluídas. Estas condições levaram a que as populações criassem aqui salinas.

Centro de Estudos e Observação da Natureza
Fundado em 1983 pela Associação não-governamental “A Rocha”, o centro fica na Quinta da Rocha e tem desenvolvido estudos nesta zona húmida. Tem também atividades regulares como a anilhagem de aves e ações de educação ambiental com escolas e a população em geral.

Fauna
A Ria de Alvor serve de porto de abrigo a imensas espécies de aves: é como uma “estação de serviço”, fundamental para aves em trânsito entre a Europa e África. Na primavera e verão podemos avistar o pernilongo (Himantopus himantopus) a nidificar. Já no inverno o sapal é utilizado por aves que fogem aos rigores das latitudes mais a norte, como o perna-vermelha (Tringa totanus), o borrego-grande-de-coleira (Charadrius hiaticula), o ostraceiro (Haematopus ostralegus) ou o flamingo (Phoenicopterus ruber). Uma das espécies que suscita mais interesse é a águia-pesqueira (Pandion haliaetus), que é atraída aqui pela abundância de alimento.

Este local serve também de maternidade a numerosas espécies, de peixes e moluscos, valiosas para os pescadores locais. É o caso do choco, mas também da amêijoa e do berbigão. Durante a maré baixa podemos ver dezenas de mariscadores curvados sobre a terra escura.
Também os anfíbios merecem destaque, do sapo-corredor (Epidalea calamita), à salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra) e ao tritão-marmorado (Triturus marmoratus).

Contactos Úteis
  • Câmara Municipal de Portimão: (+351) 282 470 700
  • Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande: (+351) 282 968 225
  • Associação Almargem: (+351) 289 412 959
  • Extensão de Saúde Mexilhoeira Grande: (+351) 282 968 133
  • Hospital do Barlavento Algarvio (Portimão): (+351) 282 450 300
  • Bombeiros Voluntários de Portimão: (+351) 282 420 750
  • Guarda Nacional Republicana - Portimão: (+351) 282 420 750
  • Polícia Marítima de Portimão: (+351) 282 417 714
  • Se detetar um incêndio ligue: 117
  • Em caso de emergência ligue: 112

 

Mais informação?

Descarregue estes ficheiros.
E boa caminhada!

Folheto Informativo com Mapa
Track GPX PR1 PTM – A ROCHA DELICADA
Track KML PR1 PTM – A ROCHA DELICADA